Os The Flaming Lips tinha já anunciado novo álbum – que levará o título Oczy Mlody e será o seu 16º da sua carreira -, e a pouco e pouco, vão desvendando as faixas das quais rezará a sua história. Desta vez, é “Sunrise (Eyes of the Young)” o single a ser disponibilizado, seguindo-se assim aos anteriores “The Castle” e “How??”.

The sunrise insists on gladness

But how can I be glad
Now my flower is dead
Oh, sun
I see you happy
You’ve made the morning dew
Now you’re showing me the truth but I don’t want to believe you..
(Believe you, believe you, believe you)

Os norte-americanos, em activo desde 1983, verão o disco lançado a meados de Janeiro pela Warner Bros. No vídeo que acompanha a música, os Flaming Lips rompem entre nuvens densas e apressadas surgindo também uma animação de carimbo psicadélico exibindo, precisamente, o sunrise (o nascer do sol). Neste contexto, o sol vai-se movendo pelo corpo de uma mulher, um pouco como se ela tivesse dado à luz o próprio astro.

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Wayne Coyne, com a sua personalidade que oscila entre várias épocas históricas e distintas linhas estéticas, encosta-se perto de um anjo na parede, com brilhantes perto dos olhos, surgindo outros membros da banda com perucas coloridas. A atmosfera permanece associada à simultânea felicidade e amargura, entre brincadeiras infantis, como experimentar perucas e outros adereços; nascem também brilhantes na face de Coyne, como se de lágrimas se tratassem, para recordar que a existência e a humanidade também conhecem momentos de dor.

Nesse intervalo entre o nascer e o seu obrigatório pôr-do-sol existe o espaço onde a vida e, claro, também a morte, existem e sobrevivem até ao fim dos tempos. Neste sentido, parece óbvio ser-se feliz ou, para alguns, inevitável a tristeza. O importante é saber equilibrar ambas facetas de uma mesma existência.