Os Fleet Foxes editaram em 2017 o terceiro disco de uma carreira que, ainda que curta em tempo e em número de edições, é uma das mais emblemáticas no universo do folk contemporâneo. Crack Up acabou com um longo silêncio de 6 anos e sucedeu a Helpleness Blues, de 2011 e ao disco homónimo de estreia de 2008, ambos ainda com Josh Tillman que viria a sair da banda em 2012 para pregar em nome próprio sob a capa poética e sarcástica de Father John Misty.

Third of May / Ōdaigahara” recuperou-os de um cantinho longínquo na memória em Março do ano passado – a velocidade dos tempos modernos tem destas coisas – e rapidamente a banda virou os olhares do público e da imprensa para aquilo que viria a ganhar forma em Junho, pela Nonesuch. Mais uma vez os Fleet Foxes mudavam de editora depois de terem passado pela Sub Pop e pela Bella Union nos discos anteriores.

Depois de em 2017 Robin Pecknold e as suas raposas terem carimbado no passaporte uma segunda passagem pelo NOS Alive, bem junto ao rio Tejo, agora estão de volta apenas um ano depois com mais uma viagem folk junto a outro rio habituado ao convívio com noites de sonho e som. Quantos sítios idílicos para encontrar em palco o turbilhão psicadélico de folk barroco dos Fleet Foxes vêm à memória quando se pensa no cantinho à beira mar plantado? Podiam ser muitos, sim, mas um com um palco feito por medida para a banda de Seattle só pode aquele junto ao Taboão, em Paredes de Coura.

Os Fleet Foxes tocam no Vodafone Paredes de Coura em Agosto, no dia 16, e são a primeira banda confirmada para esse dia, depois de terem sido já oficializadas as presenças de Björk no dia 18 e de Skepta, Curtis Harding e …And You Will Know Us By The Trail of Dead, no dia 17.

Fleet Foxes ao vivo no Vodafone Paredes de Coura' 18

Fleet Foxes ao vivo no Vodafone Paredes de Coura’ 18